domingo, 15 de abril de 2012

Depoimentos sobre Leitura


Marcia Gonçalves Freitas Mascarim

“Eu também li vários livros indicados pelos professores, mas hoje eu sinto grande dificuldade porque eu indico livros para meus alunos, mas fico muito triste quando percebo que eles não leram. É claro que não vou desistir, mas não está fácil”.
“Como é engraçada a vida, quando falo aos meus alunos que ler é viajar, eles riem então eu conto como eu comecei a gostar de ler. Lembro-me bem daqueles livrinhos "Sabrina" que eu  lia em um dia. Sonhava com um moço lindo e um final feliz”.
“Aqueles livros eram a minha "perdição", tinha uma banca que eu pagava “certa quantia” e podia trocar os livros. Nossa... todo dinheiro que eu pegava eu corria para a banca”.
“Até hoje eu sofro muito quando leio um livro com final triste, tenho a impressão que estou vivendo tudo aquilo. O  último livro que eu li com final triste foi “O menino do pijama listrado”. Como eu sofri e até hoje parece que sinto a mãozinha do menino segurando a do amiguinho”.


Marisa Santana Cardoso

"Trabalho em uma escola de tempo integral e tínhamos uma sala de leitura muito bem equipada, porém nunca havia um professor para ela e consequentemente não podíamos usar. Este ano chegou uma professora lá, parece muito compromissada, mas tem que arrumar a sala novamente, vai levar mais ou menos uns 3 meses então acredito que demorará muito para ser liberada, quando na verdade poderíamos tê-la usado anteriormente, facilitando assim o gosto pela leitura de nossos alunos”.
“Não tem como fugir da Língua Portuguesa pois é a base de todas as outras, concorda?...”
“Sobre o assunto de leitura tenho algumas experiências, no sentido de tentar fazer com que os alunos lessem por prazer, com isso eu sempre levava uma caixa com revistas com assuntos atuais, gibis, mangás, livros de romance, fazíamos leituras compartilhadas e eu sempre chamava os alunos para expor suas opiniões sobre o que tinham lido e numa roda de leitura todos participavam e queriam dar suas opiniões e às vezes até versões. Também fazíamos comparação entre uma obra antiga e uma novela, por exemplo. Eles adoravam, mas infelizmente este ano eu não peguei estas aulas e sinto falta de trabalhar dessa forma com meus alunos”.
“É verdade, é preciso ter mais exemplares de livros, revistas, gibis nas escolas e isso não acontece dificultando assim um bom trabalho de leitura”.


Marcos Vinicius Andrade Steidle

“O ato de Escrever expressa só em sí mesmo a resultante da leitura. É desse resultado, que posso chamar de arte, uma expressão humana, que gera voz, que rompe paredes e transpõe caminhos. Será não esse o pressuposto da educação? Ensinar e Escrever não estão lado a lado? Portanto, ressalvo na qualidade de educador, aqui neste espaço, que independa de qual disciplina estamos aqui representados – temos um compromisso sincero e integral com a competência da Escrita – que deve ser o produto da reflexão crítica do individuo posicionado e articulado com o mundo.
E quem se articula com o mundo, certamente saberá entendê-lo. Saberá senti-lo. Saberá buscar soluções. E portanto, saberá viver. Quando tratado dessa forma em sala, rompemos as barreiras do preconceito, das diferenças, que não são fatores patológicos, como são normalmente classificados em socialmente. Talvez, o que classificamos de moral, do afastar-se das situações que envolvem o aprender do individuo, nos colocam contrariamente ao nosso próprio objetivo e o termômetro avaliativo sempre têm que estar colocado, para medir a que ponto estamos acertando e errando. Não somente no foco de nosso conteúdo, mas, no seu além, da sua prática, do seu dia-a-dia, no seu sentido de existir na vida do educando.

E isso tudo isso vale para o ato de Educar, porque não valerá de existir no simples ato de escrever, que resultante pragmático é de uma leitura da realidade? Acho que isso vale para todos nós. Penso, logo existo. E se penso, porque logo fiz uma leitura, que posso expressar em palavras”.


Sueli Aparecida Pereira de Oliveira

“Lembro-me com saudades, ainda criança, com 4 anos de idade para ser mais precisa. Meu avó, senhor zeloso dos seus que com carinho nos ensinava ler, não faltava literatura naquela casa e ele com muito zelo nos ensinou a ler. Parece que foi ontem mas já se passaram meio século.
Lembro que tinha problemas com a escrita, pois acredito que eu devesse ser canhota, minha mãe enfaixava minhas mãos para que eu pudesse aprender a escrever com a mão direita, foi um tanto sofrido, mas sei que ela queria o meu melhor.
O mundo da leitura me levava a viajar por universos distantes e sempre me inspirava e hoje, em minhas aulas, sempre gosto de contar histórias e criar novas com meus alunos, dos pequeninos aos maiores.
A leitura me transformou em quem sou hoje e pude criar os meus filhos com o mesmo carinho e graças ao mundo da leitura, consegui formar todos os meus filhos que hoje estão bem e encaminhados, todos estudiosos e formados.
Sempre serei grata ao meu avó, meu mestre, meu amor”.

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