Marcia Gonçalves Freitas
Mascarim
“Eu também
li vários livros indicados pelos professores, mas hoje eu sinto grande dificuldade
porque eu indico livros para meus alunos, mas fico muito triste quando percebo
que eles não leram. É claro que não vou desistir, mas não está fácil”.
“Como é
engraçada a vida, quando falo aos meus alunos que ler é viajar, eles riem então
eu conto como eu comecei a gostar de ler. Lembro-me bem daqueles livrinhos
"Sabrina" que eu lia em um
dia. Sonhava com um moço lindo e um final feliz”.
“Aqueles
livros eram a minha "perdição", tinha uma banca que eu pagava “certa
quantia” e podia trocar os livros. Nossa... todo dinheiro que eu pegava eu
corria para a banca”.
“Até hoje
eu sofro muito quando leio um livro com final triste, tenho a impressão que
estou vivendo tudo aquilo. O último livro que eu li com final triste
foi “O menino do pijama listrado”. Como eu sofri e até hoje parece que
sinto a mãozinha do menino segurando a do amiguinho”.
Marisa Santana Cardoso
"Trabalho
em uma escola de tempo integral e tínhamos uma sala de leitura muito bem
equipada, porém nunca havia um professor para ela e consequentemente não
podíamos usar. Este ano chegou uma professora lá, parece muito compromissada,
mas tem que arrumar a sala novamente, vai levar mais ou menos uns 3 meses então
acredito que demorará muito para ser liberada, quando na verdade poderíamos
tê-la usado anteriormente, facilitando assim o gosto pela leitura de nossos
alunos”.
“Não tem
como fugir da Língua Portuguesa pois é a base de todas as outras, concorda?...”
“Sobre o
assunto de leitura tenho algumas experiências, no sentido de tentar fazer com
que os alunos lessem por prazer, com isso eu sempre levava uma caixa com
revistas com assuntos atuais, gibis, mangás, livros de romance, fazíamos
leituras compartilhadas e eu sempre chamava os alunos para expor suas opiniões
sobre o que tinham lido e numa roda de leitura todos participavam e queriam dar
suas opiniões e às vezes até versões. Também fazíamos comparação entre uma obra
antiga e uma novela, por exemplo. Eles adoravam, mas infelizmente este ano eu
não peguei estas aulas e sinto falta de trabalhar dessa forma com meus alunos”.
“É verdade,
é preciso ter mais exemplares de livros, revistas, gibis nas escolas e isso não
acontece dificultando assim um bom trabalho de leitura”.
Marcos Vinicius Andrade
Steidle
“O ato de
Escrever expressa só em sí mesmo a resultante da leitura. É desse resultado,
que posso chamar de arte, uma expressão humana, que gera voz, que rompe paredes
e transpõe caminhos. Será não esse o pressuposto da educação? Ensinar e
Escrever não estão lado a lado? Portanto, ressalvo na qualidade de educador,
aqui neste espaço, que independa de qual disciplina estamos aqui representados
– temos um compromisso sincero e integral com a competência da Escrita – que
deve ser o produto da reflexão crítica do individuo posicionado e articulado
com o mundo.
E quem se
articula com o mundo, certamente saberá entendê-lo. Saberá senti-lo. Saberá
buscar soluções. E portanto, saberá viver. Quando tratado dessa forma em sala,
rompemos as barreiras do preconceito, das diferenças, que não são fatores
patológicos, como são normalmente classificados em socialmente. Talvez, o que
classificamos de moral, do afastar-se das situações que envolvem o aprender do
individuo, nos colocam contrariamente ao nosso próprio objetivo e o termômetro
avaliativo sempre têm que estar colocado, para medir a que ponto estamos
acertando e errando. Não somente no foco de nosso conteúdo, mas, no seu além,
da sua prática, do seu dia-a-dia, no seu sentido de existir na vida do
educando.
E isso tudo isso vale para o ato de Educar, porque não valerá de existir no simples ato de escrever, que resultante pragmático é de uma leitura da realidade? Acho que isso vale para todos nós. Penso, logo existo. E se penso, porque logo fiz uma leitura, que posso expressar em palavras”.
Sueli Aparecida Pereira de
Oliveira
“Lembro-me
com saudades, ainda criança, com 4 anos de idade para ser mais precisa. Meu
avó, senhor zeloso dos seus que com carinho nos ensinava ler, não faltava
literatura naquela casa e ele com muito zelo nos ensinou a ler. Parece que foi
ontem mas já se passaram meio século.
Lembro que
tinha problemas com a escrita, pois acredito que eu devesse ser canhota, minha
mãe enfaixava minhas mãos para que eu pudesse aprender a escrever com a mão
direita, foi um tanto sofrido, mas sei que ela queria o meu melhor.
O mundo da
leitura me levava a viajar por universos distantes e sempre me inspirava e
hoje, em minhas aulas, sempre gosto de contar histórias e criar novas com meus
alunos, dos pequeninos aos maiores.
A leitura
me transformou em quem sou hoje e pude criar os meus filhos com o mesmo carinho
e graças ao mundo da leitura, consegui formar todos os meus filhos que hoje
estão bem e encaminhados, todos estudiosos e formados.
Sempre
serei grata ao meu avó, meu mestre, meu amor”.


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