Autoria: Professor Marcos Vinicius de Andrade Steidle

Abrir a porta de casa e defrontar-se com um cadáver entregue propositalmente em nosso endereço, deveria causar espanto, contudo, a vida moderna faz com que acontecimentos que antes poderiam ser no minímo bizarros, tornem-se, de certa forma, corriqueiros.
Foi o que aconteceu com um cidadão cuja identidade não nos interessa porque poderia ser qualquer um de nós. No dia de ontem ao sair de casa, José Povinho (vamos carinhosamente chamá-lo assim) passo pela primeira vez por tal experiência, mas não com a indignação que todos esperam para tal situação.
Ao encontrar um homem morto depositado em frente a sua residência, ele apenas chamou a polícia, pois alguém teria que remover aquele "pacote" da entrada de seu lar, e continuou a preparar-se para mais um dia de trabalho.
Questionado por um vizinho que admirou-se da sua atitude tão indiferente, Zé Povinho respondeu que isso já é parte da rotina de uma cidade grande, onde falta espaço para moradia, para os carros e até para os defuntos serem desovados.


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