domingo, 15 de abril de 2012

Minha Experiência com a Leitura e a Escrita

Marcos Vinicius Andrade Steidle


"Minha vivência em relação a leitura e escrita são distantes e de longa data. Ainda assim, porém, lembro-me do esforço de minha tia em me ensinar a escrever - foram inúmeras apostilas e horas de paciência. Não tinha muita afinidade com as letras de mão, e eu era punido na escola por utilizar letra de forma - era a forma mais fácil de copiar palavras de diversas fontes. A lista de livros foi extensa, porém sempre mergulhei em suas expressões e estória que extrapolaram suas páginas. Era algo totalmente do outro mundo - uma dimensão única e exclusiva minha. O real misturado com o representado. Foram muitas cartas, lágrimas escorridas e momentos que não voltaram - mas que estão lidos e escritos - o que significa exatamente que foram vividos e que viver vale a pena!" 


“O ato de Escrever expressa só em sí mesmo a resultante da leitura. É desse resultado, que posso chamar de arte, uma expressão humana, que gera voz, que rompe paredes e transpõe caminhos. Será não esse o pressuposto da educação? Ensinar e Escrever não estão lado a lado? Portanto, ressalvo na qualidade de educador, aqui neste espaço, que independa de qual disciplina estamos aqui representados – temos um compromisso sincero e integral com a competência da Escrita – que deve ser o produto da reflexão crítica do individuo posicionado e articulado com o mundo.

E quem se articula com o mundo, certamente saberá entendê-lo. Saberá senti-lo. Saberá buscar soluções. E portanto, saberá viver. Quando tratado dessa forma em sala, rompemos as barreiras do preconceito, das diferenças, que não são fatores patológicos, como são normalmente classificados em socialmente. Talvez, o que classificamos de moral, do afastar-se das situações que envolvem o aprender do individuo, nos colocam contrariamente ao nosso próprio objetivo e o termômetro avaliativo sempre têm que estar colocado, para medir a que ponto estamos acertando e errando. Não somente no foco de nosso conteúdo, mas, no seu além, da sua prática, do seu dia-a-dia, no seu sentido de existir na vida do educando.

E isso tudo isso vale para o ato de Educar, porque não valerá de existir no simples ato de escrever, que resultante pragmático é de uma leitura da realidade? Acho que isso vale para todos nós. 
Penso, logo existo. E se penso, porque logo fiz uma leitura, que posso expressar em palavras”.

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