terça-feira, 1 de maio de 2012

A empregada e o barulho

 Autoria: Professora Marcia Gonçalves Freitas Mascarim

Todas as manhãs tenho minha rotina, a de levantar, fazer minha higiene pessoal e sair para uma caminhada, mas naquela manhã, quebrei a rotina porque caía uma leve chuva e eu não  saí para uma caminhada, assim preferi ficar um pouco mais na cama, cochilei e acordei com um barulho meio estranho, então pensei: deve ser a empregada que chegou e já está derrubando tudo.

     Dei outro cochilo, tive a impressão que tinha passado horas. Abri os olhos, peguei o relógio que estava ao lado e notei que já estava no meu horário, levantei fui ao banheiro, tomei banho, escovei os dentes e fui para a cozinha fazer meu desjejum, notei que a empregada não estava, pois a mesa não estava posta.

     Que barulho fora aquele então?Fiz meu café, tomei, mas não conseguia tirar o barulho da cabeça. A campainha tocou me assustei quem será a essa hora? A empregada? Não, ela tem a chave.
      Um pouco amedrontada fui abrir a porta. Que susto, tinha um homem caído na soleira, não tinha mais ninguém no corredor, o que teria acontecido? Pus a mão no homem ele estava frio, estaria morto?

     Quem o matara?Aquele barulho teria sido um tiro. Corri para dentro, chamei a polícia, que chegou rapidamente e constatou que o homem estava vivo e que em sua mão tinha um bilhete em que estava escrito: “Dona Márcia, hoje não vou trabalhar porque estou com virose. Assinado: “Tereza”.
     Após alguns dias, Tereza voltou e disse que o marido sofrera um princípio de infarto.
 
      E o barulho? Até hoje não sei de onde veio. Soube apenas que quem tocara a campainha fora a vizinha para me alertar sobre o morto vivo.

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